quinta-feira, 17 de setembro de 2015

17 de setembro de 2015 – Grupo Bezerra de Menezes

Em momentos de crise de aflições é necessário manter a tranquilidade, a calma.

Hoje o mundo vive uma grave crise econômica, que vem afetando globalmente os povos.

A privação dos bens materiais é uma situação que sempre preocupa e mobiliza a opinião pública e os governos em geral.

Estudos são realizados, discussões são travadas e a solução é buscada de forma consistente, ainda que importe em sacrifício para muitos.

Mas o que dizer da crise moral que nos assola?

Observa-se cada vez mais um distanciamento entre as pessoas.

As situações aflitivas que são mostradas nos veículos de comunicação parecem não atingir aqueles que as assistem.

Conseguimos hoje presenciar ou assistir atos de injustiça, de maldade e de crueldade como se o injustiçado ou o maltratado fosse apenas o personagem de um filme e não uma pessoa real.

Parece que nada mais nos afeta ou surpreende.

Não conseguimos mais nos colocar na posição da pessoa que sofre.

Como a culpa pela situação parece não ser nossa, tratamos de viver nossas vidas, buscando esquecer e criticando os outros pela inação diante das circunstâncias.

Como estamos enganados!

Somos responsáveis por todas as mazelas que gracejam pelo mundo.

Mas você me dirá: eu estou aqui e aqueles refugiados que estão sendo maltratados e vilipendiados estão em outro continente.

E eu te perguntarei quando foi a última vez que te preocupastes com alguém que, não sendo do teu núcleo familiar ou de amizade, sofre?

Quando foi a última vez que doastes teu tempo, teu carinho, uma palavra amiga para alguém?
Quando sacrificastes teu tempo ou teus bens para ajudar?

Você pode pensar que doar o teu lixo, aquilo que não mais te serve é mostra de caridade. Não, meu amigo, isso não é caridade. Não foi isso que Cristo nos pediu. Ele nos conclamou a amar a Deus sobre todas as coisas e que nos amassemos uns aos outros, assim como Ele nos amou.

Temos que assumir nossa responsabilidade pelo momento atual do mundo e fazer a nossa parte.
Abra, pois, teus olhos e comece a enxergar aquele que caminha a teu lado.

Seja gentil, ajude em todos os momentos.

Dedique parte de seu tempo para auxiliar. Há tantos que sofrem mais do que você, que estão privados de bens materiais, mas acima de tudo de carinho e atenção.

Preocupe-se em espalhar luz e harmonia onde estiveres.

Transforme o local em que vives em pouso de paz e equilíbrio.

Seja mais tolerante e perdoe teus irmãos. Eles, assim como tu, ainda têm muito a aprender.
Limpa teu coração de toda a mágoa e ame com toda a tua força.

Busca praticar uma boa ação todos os dias.

Sorria.

E tu me perguntarás: e quanto a mim, que hoje venho em busca de auxílio e de uma palavra de ânimo?

E eu te direi: quando te transformares no anjo de alguém, outrem virá como teu anjo e balsamizará tuas próprias dores.

E quanto juntos estivermos abraçados e irmanados numa corrente de amor e de luz, não mais viveremos a dor e a aflição, mas uma sensação indelével de felicidade e harmonia.

Só doando-te a tua própria dor desaparecerá.


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