Será que nos é realmente difícil viver em irmandade?
Viver não é se defender, mas sim
somar no esforço de ser feliz.
Viver como se tivéssemos que nos
manter alertas contra esperados conflitos e agressões é desperdiçar preciosa
energia e esforços que deveriam ser dedicados a um viver de paz e harmonia.
Acreditar no bem não é ser ingênuo,
mas sim sinal de que você se mantém aberto às energias salutares do amor e da
bondade, que vicejam por toda a parte, embora só parcela da população terrena
acesse essa sintonia.
Não há paz maior do que viver em
harmonia e com amorosidade. Não há paz maior do que contribuir, com seus atos e
palavras, para a harmonia do planeta.
Convido-lhe, pois, para doravante
viver com leveza.
Convido-lhe, doravante, a colocar a
passividade frente à contenda, a acreditar na bondade dos seres, a acreditar
que somos essencialmente bons quando afastada a ilusão de que tudo conspira
contra nós.
Quando deixamos de viver na
defensiva, abrimos a oportunidade da vivência amiga e fraterna, que tudo faz em
prol do outro, por entender que a felicidade alheia é a própria felicidade e
que não há como ser feliz frente à infelicidade dos que nos rodeiam.
Nossas energias se entrelaçam e é por
isso que não nos sentimos verdadeiramente felizes e completos, exceto se os que
nos cercam também estejam bem consigo mesmos e uns com os outros.
Nunca devemos nos esquecer disso: não
basta cuidar de si, é preciso também cuidar dos que nos rodeiam.
A felicidade é um sentimento que não pode
ser vivido isoladamente, ele exige o conjunto, o somatório das sensações de
todos os demais.
Então, cuidar de todos é cuidar de si
e negligenciar a parte é negligenciar o todo.
Possamos nós modificar nossa postura
frente à vida, para que, libertos da crença errônea de que todos nos devem
algo, possamos enxergar a verdade: somos devedores e credores uns dos outros e
para sermos felizes devemos cultivar a felicidade por onde quer que passemos.
Cuida do outro para que você possa
verdadeiramente cuidar de si mesmo.
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