sexta-feira, 1 de maio de 2026
30 de abril de 2026 - Grupo Bezerra de Menezes
Você sabe o que é importante na sua vida?
Você consegue distinguir o que lhe é
necessário e o que abunda sem sentido na sua vida?
Dos bens materiais que você maneja no
seu dia e que você se esforça para acumular até os seus valores, as suas
opiniões e as suas crenças, do que você realmente necessita ou ao que você se
apega tão inutilmente?
Nem sempre a abundância é sinônimo de
riqueza.
Podemos ter muito de muitas coisas,
mas manter em nós a sensação de vazio e insatisfação. Ao passo que muitos de
nós podem ter tão pouco e esse pouco pode lhes significar muito mais do que o
muito dos que acumulam riquezas.
Mas não são os bens e as ideias em si
que são bons ou maus, mas o que fazemos com eles, como os aplicamos no nosso
cotidiano, de que forma eles nos ditam as condutas.
A verdadeira riqueza é a que permite
compreender o limite do necessário.
Você realmente precisa defender o seu
ponto de vista até as últimas consequências? Isso realmente é necessário? Ou você
pode abrir mão, deixar de ter a última palavra para experimentar o novo ou só
mesmo por caridade?
Você precisa de tantos compromissos
num espaço tão curto de tempo, ou pode abrir mão de algo para vivenciar com a devida
presença o dia de hoje? Será que você perderá tanto se se desapegar de algo? Se
aprender a dizer não? Se diminuir o ritmo?
Será que você realmente precisa de
tudo o que o circunda, ainda que você já esteja acostumado aos prazeres
momentâneos que eles os transmitem? Será que ter menos pode significar ter
mais?
O que lhe é realmente necessário?
O que é supérfluo?
Nossas vidas têm significado. Não viemos
a passeio. Antes, temos todos o objetivo de progredir moral e intelectualmente.
Para isso precisamos desenvolver com
mais acuidade a consciência e o discernimento do que é certo e do que é errado,
do que precisamos e do que não precisamos, do que devemos buscar e do que
necessitamos desapegar.
O muito pode se tornar um peso desnecessário.
Busca em tudo a importância. Aprenda a
discernir o que você realmente necessita e deixe de gastar esforços e energia
para alcançar objetivos vazios, inúteis e que só lhe trarão sofrimento e dor.
Guarda consigo só o que lhe é
necessário.
O seu caminho tornar-se-á menos árduo
e a caminhada mais leve.
23 de abril de 2026 - Grupo Bezerra de Menezes
A vida nos convida a todo o momento ao aprendizado. Estamos nesta existência para aprimorar nosso espírito e evoluir. É isso que se espera de cada um de nós.
Aceitamos esses convites da vida de
forma diferenciada.
Alguns de nós já aprenderam a aceitá-los
amorosamente.
Aceitam as provas docilmente, com
resiliência e coragem. Compreendem que há que se buscar o ensinamento por trás
da dor, que o que os tira da sua zona de conforto tem o propósito maior de os
fazer mudar, de modificar suas perspectivas frente à vida, seus valores e os
ideais que os movem.
Têm paciência para esperar os
acontecimentos e têm fé de que o novo caminho que se descortina, conquanto não esperado
ou mesmo desejado, pode lhes trazer uma nova vivência, tão boa ou melhor do que
a até então experenciada.
Esses põem em prática a intenção de
se colocar à mercê da vontade de Deus, abandonando seus desejos primários para experimentar,
com humildade e mansuetude, as novas experiências que avida lhes traz.
Muitos de nós, por outro lado, só
vivem esses convites por meio da dor.
Quando a prova lhes chega procuram se
evadir da dor por quaisquer meios, sem o mínimo de reflexão ou cuidado.
Esquecem-se de que a vida é sábia e
que em tudo há um propósito. Não têm paciência para aguardar o desenrolar dos
fatos e em tudo se esforçam para fugir da experiência e retornar à situação
anterior.
Entoam cânticos ao Senhor, mas em
nenhum momento abrem mão de suas próprias vontades, cobrando do Criador seus
desejos por intermédio dos chamados “sacrifícios” que impõem a si próprios em
troca do atendimento das necessidades que julgam lhe ser devidas por direito.
Passam pela vida ressentidos e
infelizes por não compreenderem os mecanismos da vida para o autoaprimoramento
e se sentem injustiçados.
Sabotam-se emocionalmente impondo ao
corpo e à mente desajustes que não deveriam experimentar.
Aumentam suas dores porque lhes falta
a fé essencial em Deus e em si mesmos.
E ao final da experiência, ao invés
de crescer espiritualmente, se tornam amargurados e doentes.
O convite de reflexão de hoje é esse;
como você vem aceitando os convites da vida?
Consegue compreender-lhes os motivos ocultos,
consegue enxergar a mão de Deus e a bondade por trás da dor, ou ainda se sente injustiçado?
Sai da experiência fortalecido ou ainda mais adoentado?
A consciência é o primeiro passo para
a mudança necessária. Conscientize-se, pois, do seu estado mental atual, das
escolhas que vem fazendo e empreenda o esforço para modificar o que deve ser
modificado em prol da sua própria evolução.