sexta-feira, 5 de junho de 2026
4 de junho de 2026 - Grupo Bezerra de Menezes
Qual estrela da noite que cede seu lugar ao orvalho do amanhecer do dia, nós também devemos dividir nosso espaço com aqueles com quem convivemos.
Ainda que nosso brilho seja
fulgurante e não desejemos ceder o nosso papel a ninguém, não podemos ser o
protagonista único desta existência. Partilhamos com outros nossa jornada
terrena, pessoas que também têm angústias, medos e desejos, assim como nós, e
que também gostariam de protagonizar as suas próprias histórias.
Quando vivemos ensimesmados em nossa
própria existência, esquecemos de olhar em volta e pouco nos importamos com o
que acontece ao nosso redor, crentes que temos o direito de ver nossos desejos
satisfeitos e nossas necessidades atendidas.
Ofendemo-nos quando o outro se recusa
a nos atender e tomamos como pessoal tudo o que nos aborrece e desagrada.
É preciso aprender a viver em coletividade.
É preciso entender que o mesmo desejo
de ver satisfeitas nossas vontades, viceja na mente e no coração daquele que
partilha a sua jornada.
É preciso enxergar o outro, não como
uma extensão de si mesmo, mas como uma pessoa singular com seus próprios
desejos e necessidades.
É preciso que saiamos da infância do
espírito, que tudo quer e pouco tem a oferecer, para vivenciar a maturidade de
entender que só dando que iremos receber e o que plantarmos em ações e emoções
definirá os frutos que colheremos no amanhã.
Vivemos juntos porque precisamos
aprender uns com os outros.
É na diferença e no incômodo que
despertamos para novas verdades e ressignificamos nossa moralidade engessada em
crenças enrijecidas ao longo dos milênios.
Cuida, pois, de olhar ao redor e
perceber os que o cercam.
Aprenda a cuidar do outro que a vida
se incumbirá de cuidar de você.
Juntos seremos mais fortes quando aprendermos
a nos respeitar uns aos outros e quando cada olhar souber distinguir o que sou
eu e o que é o outro.