Meu corpo dói e estou incomodado.
A dor
reverbera em mim e me tira o conforto e a paz.
Essa parte
de mim, que no dia a dia nem percebia, agora chama minha atenção e me incomoda
a cada passo.
Por que
sofro dessa dor? O que fiz para merecer isso?
Essas são
indagações que nos chegam quando somos surpreendidos pelas provas da vida.
Por que
nosso corpo adoece?
Muito se
diz sobre o poder da mente, sobre a nossa capacidade de nos superar ou de nos
sabotar, mas será que conseguimos realmente compreender o poder de nossas
escolhas?
A dor,
por si só, não nos diz nada, mas se a associamos ao nosso estilo de vida ou às
nossas escolhas, ela se transforma em valioso fenômeno e termômetro do nosso
ser.
O corpo
grita quando a alma não quer ouvir.
Tudo o
que fazemos e tudo o que pensamos têm um preço e é o corpo, muitas vezes, quem paga
essa fatura.
A rigidez
mental provoca a rigidez do corpo e sofremos de dores na coluna, nos ombros e
no pescoço.
A falta
de benevolência conosco mesmo e com os outros causa-nos severas dores de
cabeça.
A mágoa
e o rancor adoecem nossas células e abrem espaço para um sem-número de doenças.
Quando
a culpa nos consome, deixamos que os seres infecciosos invadam nosso corpo,
poque baixamos nossas defesas imunológicas.
A dor em
nós não é fim, mas sim instrumento de mudança. O que em mim é preciso mudar
para que meu corpo restaure a saúde?
Fomos todos
criados à semelhança do Pai e, por isso, somos todos, em essência, perfeitos.
O que
vem nos afastando dessa perfeição?
Que
atitudes e pensamos temos escolhido viver que têm nos adoecido o corpo?
A resposta
a essa pergunta é a chave da cura pretendida.
Assim,
além de buscar a cura no mundo, através da medicina bendita, inspirada no amor
de Deus por suas criaturas, é preciso que cada qual busque igualmente a mudança
interior que facultar-nos-á o benefício da paz, da felicidade e do prazer
cristão.
Se hoje
a dor o incomoda, busca entender de onde ela provém. Será que é de uma forma de
pensar? Talvez de modelos mentais que o levam ao caminho do julgamento severo e
da ira contida?
Se a
sua mente é um torvelinho de angústias, mágoas, ressentimentos e raiva, o que
será do seu corpo, meu irmão?
Odiar o
outro é se envenenar esperando que o outro sofra.
O perdão
não libera senão aquele que perdoa.
A vida
devolve à criatura tudo o que ela entrega em suas experiências e relacionamentos,
sejam eles familiares ou sociais.
Cuida,
pois, de tudo o que você em acalentando na sua mente, dos valores que você escolhe
seguir, das crenças que o movem na vida.
Mesmo que
a vida, em algum momento, não seja gentil com você, sua reação sempre será uma
escolha unicamente sua.
Lembre-se
sempre da responsabilidade que lhe cabe, porque é você quem sofrerá as consequências
de suas escolhas, no corpo e na alma.
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