quarta-feira, 24 de junho de 2026

11 de junho de 2026 - Grupo Bezerra de Menezes

 Meu corpo dói e estou incomodado.

A dor reverbera em mim e me tira o conforto e a paz.

Essa parte de mim, que no dia a dia nem percebia, agora chama minha atenção e me incomoda a cada passo.

Por que sofro dessa dor? O que fiz para merecer isso?

Essas são indagações que nos chegam quando somos surpreendidos pelas provas da vida.

Por que nosso corpo adoece?

Muito se diz sobre o poder da mente, sobre a nossa capacidade de nos superar ou de nos sabotar, mas será que conseguimos realmente compreender o poder de nossas escolhas?

A dor, por si só, não nos diz nada, mas se a associamos ao nosso estilo de vida ou às nossas escolhas, ela se transforma em valioso fenômeno e termômetro do nosso ser.

O corpo grita quando a alma não quer ouvir.

Tudo o que fazemos e tudo o que pensamos têm um preço e é o corpo, muitas vezes, quem paga essa fatura.

A rigidez mental provoca a rigidez do corpo e sofremos de dores na coluna, nos ombros e no pescoço.

A falta de benevolência conosco mesmo e com os outros causa-nos severas dores de cabeça.

A mágoa e o rancor adoecem nossas células e abrem espaço para um sem-número de doenças.

Quando a culpa nos consome, deixamos que os seres infecciosos invadam nosso corpo, poque baixamos nossas defesas imunológicas.

A dor em nós não é fim, mas sim instrumento de mudança. O que em mim é preciso mudar para que meu corpo restaure a saúde?

Fomos todos criados à semelhança do Pai e, por isso, somos todos, em essência, perfeitos.

O que vem nos afastando dessa perfeição?

Que atitudes e pensamos temos escolhido viver que têm nos adoecido o corpo?

A resposta a essa pergunta é a chave da cura pretendida.

Assim, além de buscar a cura no mundo, através da medicina bendita, inspirada no amor de Deus por suas criaturas, é preciso que cada qual busque igualmente a mudança interior que facultar-nos-á o benefício da paz, da felicidade e do prazer cristão.

Se hoje a dor o incomoda, busca entender de onde ela provém. Será que é de uma forma de pensar? Talvez de modelos mentais que o levam ao caminho do julgamento severo e da ira contida?

Se a sua mente é um torvelinho de angústias, mágoas, ressentimentos e raiva, o que será do seu corpo, meu irmão?

Odiar o outro é se envenenar esperando que o outro sofra.

O perdão não libera senão aquele que perdoa.

A vida devolve à criatura tudo o que ela entrega em suas experiências e relacionamentos, sejam eles familiares ou sociais.

Cuida, pois, de tudo o que você em acalentando na sua mente, dos valores que você escolhe seguir, das crenças que o movem na vida.

Mesmo que a vida, em algum momento, não seja gentil com você, sua reação sempre será uma escolha unicamente sua.

Lembre-se sempre da responsabilidade que lhe cabe, porque é você quem sofrerá as consequências de suas escolhas, no corpo e na alma.

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