sexta-feira, 1 de maio de 2026

23 de abril de 2026 - Grupo Bezerra de Menezes

A vida nos convida a todo o momento ao aprendizado. Estamos nesta existência para aprimorar nosso espírito e evoluir. É isso que se espera de cada um de nós.

Aceitamos esses convites da vida de forma diferenciada.

Alguns de nós já aprenderam a aceitá-los amorosamente.

Aceitam as provas docilmente, com resiliência e coragem. Compreendem que há que se buscar o ensinamento por trás da dor, que o que os tira da sua zona de conforto tem o propósito maior de os fazer mudar, de modificar suas perspectivas frente à vida, seus valores e os ideais que os movem.

Têm paciência para esperar os acontecimentos e têm fé de que o novo caminho que se descortina, conquanto não esperado ou mesmo desejado, pode lhes trazer uma nova vivência, tão boa ou melhor do que a até então experenciada.

Esses põem em prática a intenção de se colocar à mercê da vontade de Deus, abandonando seus desejos primários para experimentar, com humildade e mansuetude, as novas experiências que avida lhes traz.

Muitos de nós, por outro lado, só vivem esses convites por meio da dor.

Quando a prova lhes chega procuram se evadir da dor por quaisquer meios, sem o mínimo de reflexão ou cuidado.

Esquecem-se de que a vida é sábia e que em tudo há um propósito. Não têm paciência para aguardar o desenrolar dos fatos e em tudo se esforçam para fugir da experiência e retornar à situação anterior.

Entoam cânticos ao Senhor, mas em nenhum momento abrem mão de suas próprias vontades, cobrando do Criador seus desejos por intermédio dos chamados “sacrifícios” que impõem a si próprios em troca do atendimento das necessidades que julgam lhe ser devidas por direito.

Passam pela vida ressentidos e infelizes por não compreenderem os mecanismos da vida para o autoaprimoramento e se sentem injustiçados.

Sabotam-se emocionalmente impondo ao corpo e à mente desajustes que não deveriam experimentar.

Aumentam suas dores porque lhes falta a fé essencial em Deus e em si mesmos.

E ao final da experiência, ao invés de crescer espiritualmente, se tornam amargurados e doentes.

O convite de reflexão de hoje é esse; como você vem aceitando os convites da vida?

Consegue compreender-lhes os motivos ocultos, consegue enxergar a mão de Deus e a bondade por trás da dor, ou ainda se sente injustiçado? Sai da experiência fortalecido ou ainda mais adoentado?

A consciência é o primeiro passo para a mudança necessária. Conscientize-se, pois, do seu estado mental atual, das escolhas que vem fazendo e empreenda o esforço para modificar o que deve ser modificado em prol da sua própria evolução.

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