A vida nos convida a todo o momento ao aprendizado. Estamos nesta existência para aprimorar nosso espírito e evoluir. É isso que se espera de cada um de nós.
Aceitamos esses convites da vida de
forma diferenciada.
Alguns de nós já aprenderam a aceitá-los
amorosamente.
Aceitam as provas docilmente, com
resiliência e coragem. Compreendem que há que se buscar o ensinamento por trás
da dor, que o que os tira da sua zona de conforto tem o propósito maior de os
fazer mudar, de modificar suas perspectivas frente à vida, seus valores e os
ideais que os movem.
Têm paciência para esperar os
acontecimentos e têm fé de que o novo caminho que se descortina, conquanto não esperado
ou mesmo desejado, pode lhes trazer uma nova vivência, tão boa ou melhor do que
a até então experenciada.
Esses põem em prática a intenção de
se colocar à mercê da vontade de Deus, abandonando seus desejos primários para experimentar,
com humildade e mansuetude, as novas experiências que avida lhes traz.
Muitos de nós, por outro lado, só
vivem esses convites por meio da dor.
Quando a prova lhes chega procuram se
evadir da dor por quaisquer meios, sem o mínimo de reflexão ou cuidado.
Esquecem-se de que a vida é sábia e
que em tudo há um propósito. Não têm paciência para aguardar o desenrolar dos
fatos e em tudo se esforçam para fugir da experiência e retornar à situação
anterior.
Entoam cânticos ao Senhor, mas em
nenhum momento abrem mão de suas próprias vontades, cobrando do Criador seus
desejos por intermédio dos chamados “sacrifícios” que impõem a si próprios em
troca do atendimento das necessidades que julgam lhe ser devidas por direito.
Passam pela vida ressentidos e
infelizes por não compreenderem os mecanismos da vida para o autoaprimoramento
e se sentem injustiçados.
Sabotam-se emocionalmente impondo ao
corpo e à mente desajustes que não deveriam experimentar.
Aumentam suas dores porque lhes falta
a fé essencial em Deus e em si mesmos.
E ao final da experiência, ao invés
de crescer espiritualmente, se tornam amargurados e doentes.
O convite de reflexão de hoje é esse;
como você vem aceitando os convites da vida?
Consegue compreender-lhes os motivos ocultos,
consegue enxergar a mão de Deus e a bondade por trás da dor, ou ainda se sente injustiçado?
Sai da experiência fortalecido ou ainda mais adoentado?
A consciência é o primeiro passo para
a mudança necessária. Conscientize-se, pois, do seu estado mental atual, das
escolhas que vem fazendo e empreenda o esforço para modificar o que deve ser
modificado em prol da sua própria evolução.
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