Encontramo-nos unidos para que cuidemos uns dos outros, sem nunca esquecermos de nós mesmos.
Cristo nos exortou a amar o próximo
como a nós mesmos. Precisamos, pois, aprender a nos amar em primeiro lugar.
A forma como nos tratarmos, como
julgarmos a nós mesmos, ditará a forma como trataremos e julgaremos o próximo.
É preciso auxiliar, mas não podemos
esquecer de nós.
A nossa missão maior é com a nossa
própria regeneração, a nossa evolução e o esforço em vencer nossas más
tendências. Nesse processo nos relacionamos com os outros para que neles
possamos refletir os valores que nos movimentam e clarear em nós as etapas já
vencidas e aquelas que ainda temos que enfrentar.
Em tudo, precisamos sempre olhar para
nós mesmos, para nossos sentimentos, emoções e ações, para compreendermos quem somos
efetivamente, sem máscaras sociais, honestamente!
Busca em si mesmo a resposta a sua
dor, à indagação que o consome.
Você sempre terá dentro de si a
resposta, se souber ouvir com honestidade a sua consciência, que não mente e
nem justifica as suas condutas.
A luta deve ser sempre de você para
com você mesmo e não com o outro.
Cada qual responderá perante a
justiça divina, pelas suas próprias atitudes, pelas reações às condutas alheias...
enfim, por suas escolhas na vida.
Amemo-nos o suficiente para dizer sim
quando a consciência nos referendar a escolha, e a dizer não, quando todo o
nosso ser rejeitar o convite apresentado.
O equilíbrio entre o “eu superficial”,
que vive no mundo terreno entre dúvidas e provações, e o “eu superior”, que
existe dentro de nós e que nos conecta a nossa essência divina, permite que
façamos escolhas melhores, mais seguras e mais felizes, tanto para nós mesmos quanto
para aqueles que nos solicitam o auxílio necessário.
Aprendamos, pois, a nos conectarmos
com essa parte divina em nós, por intermédio da introspecção necessária, que
nos auxilia a nos conhecer melhor e a entender o que nos cabe nesta vida, o que
se espera de nós e o que efetivamente queremos para nós mesmos.
A jornada não é fácil, mas é necessária.
Só se conhecendo, se amando e se aceitando como é, você realmente poderá
auxiliar o outro, porque já terá iniciado o processo de auxílio de si mesmo.
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