A cada passo na estrada, o homem se depara consigo mesmo, ora perdido por
entre as convulsões e sentimentos ruins, ora iluminado pela certeza da presença
de Deus em sua vida.
A cada passo na estrada
assumimos a personagem que nos convém, usando máscaras que o momento nos pede,
buscando de forma infantil esconder os sentimentos profundos que nos levaram a
determinadas situações.
A
cada passo na estrada vamos deixando para trás o que nos cobre, como cascas de
fruta, até que o gomo seja revelado, até que o sumo da nossa alma esteja pronto
para ser sorvido pelos dias muito melhores do que antes.
E assim vamos caminhando em
busca de nós mesmos, até que finalmente nos deparamos com Cristo, com sua
brandura a nos questionar: por que me persegues?
E a partir desse encontro o eu
surgirá expurgando todos os males dos caminhos anteriores. E nesse processo, o
exercício da fé é o que nos sustentará.
(Irmã Rosália)
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