“Reconciliai-vos com vossos inimigos enquanto ainda há tempo”, esse foi um dos convites a nós endereçado por Jesus.
A vida exige interação com os outros
seres do planeta. E são nessas interações que muitas vezes nos comprometemos,
deixando sair de nós fragmentos de nossos vícios de conduta, de nossos vícios
mentais e que acabam por dificultar nossa caminhada. Nesse momento, angariamos
para nós o que Jesus chamou de inimigos, pessoas que não estão sintonizadas com
nossa forma de pensar ou de agir e que se ressentem de nossos atos.
Inimigos são também os vícios que
ainda abraçamos na alma e dos quais ainda temos dificuldade de nos desapegar.
A nossa travessia no planeta é de
evolução e crescimento e a nossa vida deve a isso refletir.
Então, se o seu jeito de pensar ou de
agir tem lhe causado dissabores e desavenças, chegou a hora de mudar.
Mudar, porque devemos plantar harmonia
e não discórdia.
Mudar, porque devemos ao outro, pelo
menos, o benefício da dúvida e não a certeza do erro alheio.
Mudar, porque cada um de nós merece
ser feliz, sem exceção e do jeito que entender: isso se chama livre arbítrio.
Mudar, para entender que você é só
responsável por suas próprias atitudes.
Mudar, para ajudar e para tornar a
sua vida melhor e a do outro também, deixando a ele a escolha.
Mudar, meu irmão, porque você veio
aqui só para isso: se modificar, pensar diferente, fazer de outra forma, abrir
seus horizontes.
Então, diante do novo, eu lhe rogo, não
reaja, ao invés, interaja e aprenda com o diferente, com aquele que aparenta ser
seu inimigo, mas que nada mais é do que uma oportunidade para crescer e
evoluir.
Plante no seu caminho amor e
entendimento.
Seja você o primeiro a estender a mão
e a buscar a conciliação.
Seja você, antes de tudo, a melhor versão
de si mesmo, todos os dias e, se possível, a cada minuto desta exígua
existência.
Concilie-se com seus inimigos
internos, revisando suas crenças primárias e seus valores ancestrais.
Concilie-se com aqueles a quem
magoou, também.
Conceder o perdão é uma atitude
nobre, mas buscar esse mesmo perdão é prova de humildade daquele que um dia
acreditou ser o portador de toda a verdade.
Ainda há tempo, meu amigo. Livre-se
das amarras que porventura ainda o prendam ao passado milenar e construa, hoje
e agora, um novo alvorecer da sua existência.
Ainda há tempo!
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