segunda-feira, 24 de junho de 2019

20 de junho de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes


Sois produtores de vida,
Da própria vida mantenedores,
Fornecedores da nutrição,
Das células revitalizantes, criadores.

Talvez não percebais
Que vossos corpos são frutos de vossos labores.
Sem dúvida, fruto da criação Divina.
De Deus Pai somos recebedores.

Fiéis depositários sois, contudo,
De manter esse veículo enquanto viajores,
No caminho das existências de espíritos devedores.

E como alimentar esse corpo?
Alimentando o espírito com outros valores.
Entregando-vos ao pensamento reto,
Pelos recursos de que já sois detentores.

Dando espaço aos sentimentos nobres,
Ao evitar se ressentir nos dissabores.
Dedicar-se à busca de si mesmo,
E liberar aos outros seus caminhos redentores.

Encontrar a paz pela prece.
E pela prece enfrentar vossos temores.
Essa é a vida de produção,
A produção de vida que nos trará a saúde e o equilíbrio restauradores.

Tomai posse dessa dieta.
São alimentos fáceis, disponíveis,
E com certeza, salvadores.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

13 de junho de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes


Como estou vivendo?
Se não nos questionamos,
estamos percebendo?

Muitas vezes reclamamos do resultado
Do bolo servido no prato,
Sem perceber que a receita é a mesma que temos usado.

Não há obrigação de mudança
Naquilo que está de nosso agrado,
Mas se algo se pronuncia e nos traz desconforto inusitado,
É o que denuncia que algo está mal colocado.

A tendência do homem comum
É automatizar o que lhe é determinado,
Vivendo na zona de conforto,
Em suas crenças, cristalizado.

E a vida, que se expande em progresso,
Demanda o novo aprendizado,
Deslocando a quem se detém nos lugares do anacronismo ultrapassado.

Cabe, portanto, um olhar
No que nos mantém paralisados,
Olhando para o que percebemos
Que tenha que ser revisado.
E buscando a coragem imprescindível
De abandonar o que já cumpriu seu tratado.

E beber de novas fontes,
E viver novas descobertas
Que nos lancem ao que de nós é esperado.

O bolo não vai mudar se algum ingrediente não for alterado.
Se isso é o que te incomoda,
Olhe para a receita
E veja o que está errado.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

30 de maio de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes


O que me torna o que sou?
Os séculos que já se passaram e minha personalidade moldou?
A instância familiar que me acolheu e que me abrigou?
A cultura da sociedade que, com tanta força, me enquadrou?
A busca da intelectualidade que me diz do que a ciência provou?

É tudo isto e um pouco mais,
porque em nós, de nós se revelou
o mundo interno constituído pelo desejo que não se realizou.
Daí que o que nos tornarmos requer desconstruirmos o que resultou,
esculpindo das nossas sombras o caminho para o eu superior.
Olhando para o que não é essencial e devolvendo-o para o que nos levou.

Movendo-se em direção do que é necessário,
e fundando um novo receituário.
O que sou e o que quero ser é caminho que não termina,
e se constrói com trabalho diário.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

20 de maio de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes


Irmãos,

Estamos na terra em uma caminhada evolutiva na qual poucos ainda veem claramente a meta a que almejam.
Isto faz que, para muitos, a vida pareça sem sentido, por que continuar avançando se não sei para aonde estou indo?
Jesus já nos mostrou claramente que temos enormes dificuldades de conhecermos a nós mesmos. “Porque vês o argueiro no olho de teu irmão e não vês a trave no vosso olho?”
Por isso, o primeiro grande passo no caminho evolutivo, especialmente daqueles cristãos que se propõem a se tornarem o homem de bem, é enxergar e aceitar que o caminho evolutivo, a caminhada incessante que cada um se propõe, é a conquista de si mesmo.
A glória, portanto, não está na conquista do mundo exterior, mas na conquista e domínio de seu mundo interior.
Conhecendo a meta, fica mais fácil prosseguir na caminhada.
Mãos à obra.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

16 de maio de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes

Não sou assim!
O movimento natural de quem se vê e não se reconhece a si
É deslocar, para quem quer que seja, o que precisa se admitir.
A força psíquica deslocada na defesa do que precisamos reconhecer,
Desequilibra o sistema de tal forma que, não raro, nos leva a adoecer.
Quando do que nos defendemos, em geral, é insignificante...
Em vista do estrago que pode fazer.
O trabalho de aceitação daquilo que não queremos ver
Começa pela percepção do que, no outro, nos causa desprazer.
Daí o mergulho honesto no questionamento:
O que dalí esta pode me pertencer?
Visto o que me pertence, o que posso fazer?
Geralmente, só de vê-lo nos transformamos, elaboramos, ressignificamos.
O que importa é que
Na negação , não há evolução.
Comecemos o desafio então:
Olhemo-nos com honestidade. É isso que nos trará serenidade.

9 de maio de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes

De fora, de onde vem
O convite das sensações,
Elaboramos internamente os sentimentos e emoções.
São nossos guias fiéis na estrada que devemos trilhar,
Pavimentam de tempos em tempos crenças que, algumas vezes, temos que alterar.
Na busca da constituição de sólido interior,
Os sentimentos nossa vocação para a dor.
O que está internalizado
Não deve , jamais, ser negado.
Contudo, deve ser visto, reconhecido e,  quando necessário,
Ressignificado.
Toma posse do teu sentimento, faz acurada avaliação.
Responde a ti mesmo ao que ele vem, qual a sua função.
Se ele se realiza, acolhe-o no teu coração.
Se o reconhece como tóxico, observa-o e o deixa ir então.
Selecionar sentimentos que te tragam nutrição
É auto-amor.
É auto-perdão.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

2 de maio de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes

Os ventos ao longe empurram do mar
As nuvens carregadas que parecem ameaçar.
Forjadas no calor das pressões oceânicas,
reúnem a força que o sistema emana.
Deslocam-se para o continente em sublime missão
de sanear os miasmas brotados do chão,
vividos na mente em desorganização.

E a fúria tempestuosa se derrama sobre nós,
lavando com violência o conteúdo atroz.
Depois a bonança, uma leve serenidade,
que transparece a paz, depois da tempestade.

Assim é, em nossa caminhada em direção à imortalidade.
As tempestades virão cumprir sua missão,
sanear os sentimentos de que mais não temos necessidade.
Semear o Amor, o Perdão e a Caridade.
E nos levar ao encontro com a nossa verdade.