A busca da felicidade,
objetivo da humanidade,
vendida como a posse de coisas,
encerra uma outra verdade.
Aquilo que nos alegra,
que nos gratifica com intensidade,
está na descoberta simples
daquilo que não é mais necessidade.
Buscas intermináveis por objetivos que não são nossos;
entrega a posturas cristalizadas,
importadas de forma contaminada da realidade;
investimento na idealização de nós mesmos,
que nos cobra o preço da ansiedade,
quando o que basta é a coragem de olhar para nós mesmos
e nos vermos com honestidade.
Despindo-nos e desapegando-nos das liturgias exógenas
e fruindo da alegria da simplicidade.
Dimensionando os nossos anseios
àquilo que nos traz serenidade.
Felicidade não rima com o que se espera de nós,
felicidade rima com o que somos de verdade.
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
8 de agosto de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes
Irmãos,
Existem momentos na vida que
precisamos fazer escolhas. Muitas vezes os caminhos não são aqueles que nos
levarão a grandes acertos, mas sempre nos darão o retorno bom ou mal das
trilhas pelas quais passamos.
Nascemos com a quantidade exata
de fluido vital, que até o fim será nossa carga de energia para cumprirmos o
prometido por nós mesmos em cada existência, e a responsabilidade será sempre
nossa se os excessos praticados nos gerarem desequilíbrio ou doença, amealhando
nessa caminhada débitos de difícil resgate. Mas a providência Divina, sempre
presente em nossas vidas, nos trará soluções duradouras e louváveis para o
reequilíbrio e a cura.
E a fé é o que, em todos os
momentos, deve nos fazer olhar novos ares e oportunidades, nos guiando ao
Cristo Transformador, até porque a doença não existe. Ela é apenas uma condição
temporária da alma que necessita de regeneração.
1º de agosto de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes
Irmãos,
Nos estudos doutrinários que
realizamos hoje, podemos apreender o verdadeiro significado de “amar ao
próximo como a si mesmo”.
Amar ao próximo, em sua
expressão primária, não tem o sentido de bem querência que normalmente
cultivamos com nossa família espiritual.
Amar ao próximo, no seu sentido
evangélico, significa compreender que aquele irmão ali ao nosso lado, como nós, se encontra nos primórdios do caminho evolutivo. Então, inevitavelmente, é
portador de muitas mazelas e imperfeições.
E este irmão, assim como nós,
também se esforça para descobrir-se, revelar-se e ser uma pessoa melhor.
Amar ao próximo, portanto, no
sentido evangélico, é olhar ao próximo com a mesma indulgência que se enxerga a
si mesmo. É compreender que, por pior que ele seja, é o melhor que ele pode ser
no momento.
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
01º de agosto de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes
A cada passo na estrada, o homem se depara consigo mesmo, ora perdido por
entre as convulsões e sentimentos ruins, ora iluminado pela certeza da presença
de Deus em sua vida.
A cada passo na estrada
assumimos a personagem que nos convém, usando máscaras que o momento nos pede,
buscando de forma infantil esconder os sentimentos profundos que nos levaram a
determinadas situações.
A
cada passo na estrada vamos deixando para trás o que nos cobre, como cascas de
fruta, até que o gomo seja revelado, até que o sumo da nossa alma esteja pronto
para ser sorvido pelos dias muito melhores do que antes.
E assim vamos caminhando em
busca de nós mesmos, até que finalmente nos deparamos com Cristo, com sua
brandura a nos questionar: por que me persegues?
E a partir desse encontro o eu
surgirá expurgando todos os males dos caminhos anteriores. E nesse processo, o
exercício da fé é o que nos sustentará.
(Irmã Rosália)
segunda-feira, 29 de julho de 2019
25 de julho de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes
Quando olhas a paisagem, lá fora,
o que vês te dá contentamento.
Sabemos que a natureza é bela,
que se organiza a cada momento,
para trazer para a vida as cores do deslumbramento.
Os seres que a todos nos cercam,
mesmo com suas imperfeições,
são obras em crescimento.
E aquilo ao que nos dedicamos
no labor profissional do momento,
são etapas tão necessárias para o nosso esclarecimento.
O corpo que nos abriga,
o Templo do aperfeiçoamento,
carrega, muitas vezes, suas marcas
que nos forçam ao adiantamento.
Se ao olharmos para tudo isso,
e não percebermos razões de contentamento,
é provável que o olhar para fora esteja contaminado
por algo que está dentro.
Mergulha então no teu interior
e encontra essa fonte de aborrecimento.
Lança a luz do autoperdão.
Dá a ti mesmo acolhimento.
Renova tua fonte do olhar.
Reelabora teu pensamento.
Reencontra a beleza da vida
transformando do teu espírito
o sentimento.
sexta-feira, 19 de julho de 2019
18 de julho de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes
No teatro da vida
qual é a nossa personagem?
Nos identificamos com nós mesmos
ou buscamos outra imagem?
Projetada em um ego ideal
para nos trazer a coragem
de viver o que queremos viver,
sem ter o custo do preço da viagem.
A vida a nós concedida exige a reflexão, o exercício e a
ação,
de buscarmos aquilo que somos,
e fazer disso nossa solução.
Viver a nossa vida em nós,
sem nos deslocarmos para a ilusão
de que as ações externas a nós,
performadas pelos influenciadores de plantão,
representam nosso desejo e fazem o trabalho por nós, então.
Entremos em contato conosco mesmo,
sem terceirizar a emoção.
Depender de uma imagem catalisadora
para sentirmos o que os sentidos nos dão,
é fuga da realidade, é negar-se honestidade,
é auto-obsessão.
18 de julho de 2019 - Grupo Bezerra de Menezes
Queridos irmãos,
Somos criados por Deus como
espíritos simples e ignorantes de conhecimento, e daí, à semelhança do bebê
recém reencarnado no corpo físico, começamos a incrível jornada de conhecermos
o mundo e a nós mesmos.
Nesta caminhada, os obstáculos e
dores encontrados, além da oportunidade de aprendizagem, representam também a
forma que a vida se utiliza para nos recolocar no caminho correto.
A vida, que às vezes parece tão
áspera, ganha contornos mais suaves, e conseguimos vislumbrar seu sentido
quando deixamos de olhá-la com a visão estreita de uma vida carnal e passamos
a enxergar a vida como um todo, uma caminhada infinita, em que podemos sempre
voltar e refazer o caminho de onde nos perdemos.
Muitos filósofos perderam-se ao
tentar entender o sentido da vida analisando a existência humana na perspectiva
de uma única encarnação, o que simplesmente não faz sentido.
Tudo muda quando enxergamos a vida
do espírito como um contínuo, alternando entre espírito encarnado e espírito
desencarnado, sempre caminhando em busca da perfeição.
Sob essa perspectiva podemos
vislumbrar a grandiosidade da obra de Deus e encontrar um propósito para nossa
existência.
Assinar:
Postagens (Atom)